A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais alerta para os cuidados necessários com a prevenção contra a leptospirose. Essa doença infecciosa febril aguda é transmitida principalmente pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de animais, especialmente ratos. A zoonose tem incidência elevada em todo o Brasil. Em MG, ela é endêmica, com aumento de casos durante o período chuvoso, devido às enchentes e alagamentos.

Em relação ao El Niño, Minas Gerais está se preparando para a chegada do fenômeno climático, que vai alterar consideravelmente os padrões de calor, chuva e vento em escala global, com efeitos em todo o país. Para saber mais clique aqui. A Defesa Civil Estadual destaca que o maior potencial de atuação do fenômeno no estado será de outubro de 2026 a abril de 2027 e, ainda nesta primavera, seis municípios do estado estão em situação de emergência para a ocorrência de chuvas intensas. São eles: Alvinópolis, Barra Longa, Caparaó, Cássia, Dom Silvério e Senador Firmino.

Em agosto deste ano, a SES-MG lançou o Plano de Enfrentamento ao El Niño do Estado de Minas Gerais, documento que reúne diretrizes para planejamento, monitoramento, preparação e resposta aos eventos climáticos decorrentes do fenômeno. O risco elevado de enchentes aumenta também o risco de leptospirose.

Foto Divulgação / SES-MG

Por ser uma doença de notificação compulsória, é obrigatório que os municípios comuniquem todos os casos suspeitos ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan). Segundo informações da SES-MG, de 2024 a 2026 foram registradas 3.747 notificações de leptospirose, sendo 408 casos confirmados e 30 óbitos. Somente em 2026, até 20/10, foram 1.441 notificações de casos suspeitos, sendo 164 confirmados e 11 óbitos. Em 2025, foram 1.210 casos suspeitos, 144 confirmados e 12 óbitos. Em 2024, foram 1.096 casos suspeitos, 100 confirmados e sete óbitos.

O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, que permitem identificar a presença da bactéria ou de anticorpos produzidos pelo organismo. E o tratamento é realizado com antibióticos, devendo ser iniciado no momento da suspeita. Para os casos leves, o atendimento é ambulatorial, mas, nos casos graves, a hospitalização deve ser imediata, visando evitar complicações e diminuir a letalidade.

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, para não correr risco de contaminação, a população deve adotar alguns cuidados.

Sintomas 

As manifestações clínicas podem variar desde casos sem sinais aparentes até quadros graves, que podem evoluir rapidamente e colocar a vida em risco. A doença é dividida em duas fases:

> Fase inicial: febre repentina, dor de cabeça, dores musculares, falta de apetite, enjoo e vômitos.

> Fase tardia: nos casos mais graves, podem surgir pele e olhos amarelados, problemas no funcionamento dos rins e sangramentos, principalmente nos pulmões.

Caso apresente algum desses sintomas, a indicação é de procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde o mais rápido possível e informar se teve contato com água de enchente ou lama.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *