Cemig inspeciona clientes em MG

Foto CEMIG/ Divulgação

No primeiro trimestre deste ano, a CEMIG, Companhia Energética de Minas Gerais inspecionou mais de 84 mil clientes em todo o estado, com o objetivo de reduzir o impacto financeiro da tarifa dos clientes regulares. Segundo a companhia, “de janeiro a março de 2025, as inspeções procedentes representaram cerca de R$ 108 milhões, incluindo os impostos, somando o resultado em todas as regiões de Minas Gerais. Esse valor calculado pela Cemig representa o consumo irregular retroativo, que pode chegar a 36 meses, mais o incremento de receita em 12 meses após as inspeções feitas pelos técnicos da companhia.”

Na semana passada, a Cemig promoveu um mutirão de inspeções em cidades de todas as regiões do estado, quando foram feitas mais de 1.500 vistorias, normalizando as medições que se encontravam em situação irregular ou com suspeita de fraudes. Em São João Del Rei, na região do Campo das Vertentes, foram 170 inspeções. Os medidores encontrados com alguma característica de manipulação indevida, foram levados para o laboratório da companhia para aferição e perícia técnica.

Na Zona da Mata, de janeiro a março deste ano, a Cemig vistoriou mais de 11 mil unidades consumidoras, sendo que as inspeções procedentes representam R$ 11 milhões. Essas fiscalizações são necessárias, para que não haja repasse do prejuízo financeiro dividido entre a distribuidora e os clientes adimplentes.

Foto CEMIG/ Divulgação

É por meio do Centro Integrado de Medição que a Cemig analisa o consumo dos mais de 9 milhões de clientes e envia equipes especializadas para realização de inspeções. Parte do monitoramento é referente a unidades telemedidas livres e cativas de alta, média e baixa tensão, o que representa cerca de 70% do consumo da distribuidora. Esse monitoramento permite identificar de forma mais rápida as possíveis intervenções no sistema de medição.

Outro detalhe importante é que as ligações irregulares colocam em risco a segurança da população, causando ocorrências na rede elétrica, com consequências graves e até fatais. A prática traz impactos para o sistema elétrico, podendo causar interrupções no fornecimento de energia para clientes regulares, além de incêndios e queima de aparelhos e equipamentos.

Os responsáveis pelas irregularidades confirmadas  devem ressarcir a companhia em relação ao montante de energia consumida que não havia sido faturada, além de arcar com custos administrativos. Alexandre Ribeiro, supervisor de Relacionamento com Clientes da Cemig, explica mais sobre o problema e as punições.

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