Operação Inspect II combate furtos e roubos de celulares

Foto PCMG

A região central de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, sempre movimentada, é o alvo preferido de quem furta e rouba celulares. E também de comerciantes que compram e revendem os aparelhos. Atenta a toda a movimentação criminosa, a Polícia Civil realizou, nessa terça-feira, 17/06, a operação Inspect II, com foco na fiscalização de estabelecimentos que comercializam aparelhos celulares, novos e usados.

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A operação contou com a participação de 45 policiais civis e o apoio da Guarda Municipal de Juiz de Fora. Foram vistoriados 15 comércios na região central da cidade, com o objetivo de coibir crimes de furto, roubo e receptação de celulares, além de orientar os comerciantes sobre os procedimentos legais para a atividade.

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Foram verificados os aparelhos disponíveis para venda, com checagem da procedência dos dispositivos e análise de possíveis restrições, como bloqueios por perda, furto, roubo ou pendências na Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações.

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A primeira etapa da operação Inspect foi feita no dia 22/05, num estabelecimento, foram apreendidos dois celulares com restrições na Anatel relacionados com sinistros diversos. Os aparelhos foram restituídos aos seus legítimos proprietários. O proprietário do estabelecimento, de 50 anos, foi identificado e responde a inquérito policial por receptação, na modalidade dolo eventual, após indicar um dos fornecedores dos aparelhos irregulares, um homem de 39 anos, que também poderá responder por crime de receptação qualificada.

A ação além da fiscalização teve o objetivo de orientar os comerciantes.

O delegado responsável pela operação, Samuel Neri, reforça os cuidados necessários no comércio de aparelhos celulares.

Dicas de segurança:
– Realizar cadastro completo do fornecedor, incluindo nome, CPF, RG, telefone e, sempre que possível, nota fiscal do aparelho.
– Arquivar cópias dos documentos apresentados na negociação.
– Verificar o status do aparelho no site da Anatel (https://www.anatel.gov.br) para garantir que não haja restrições – como perda, furto ou roubo – e documentar essa pesquisa.
– Conferir o número do IMEI do aparelho (acessado digitando *#06# no telefone) e compará-lo com as informações da Anatel.
– Manter todos os registros organizados para apresentar em eventual fiscalização.
“Se for constatada a comercialização de aparelho de procedência ilícita, o comerciante pode responder por receptação, podendo a pena chegar a até oito anos de prisão, a depender da modalidade do crime, sendo inclusive, inafiançável”, alertou o delegado Samuel Neri.

Orientações aos proprietários de celulares
Para proteger seu aparelho e auxiliar na recuperação em caso de perda, furto ou roubo, a PCMG orienta ao cidadão:
– Verificar e anotar o número do IMEI do celular (digitando *#06# no teclado do aparelho).
– Armazenar o IMEI de forma segura, como em e-mails, nuvem ou impresso.
– Em caso de furto, roubo ou perda, registrar imediatamente a ocorrência em uma unidade policial, informando o respectivo número do IMEI, e solicitar o bloqueio do aparelho na Anatel. O bloqueio impede que o aparelho seja utilizado em qualquer operadora do país, desestimulando o mercado ilegal.

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