Foto MPMG

O MPMG, Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Coordenadoria de Patrimônio Cultural, lançou na plataforma Google Arts & Culture a Coleção Sondar de Bens Culturais Desaparecidos. A ação pioneira destaca a importância do “Sondar” ao mapear, documentar e dar visibilidade a bens culturais furtados e roubados do estado. O acervo digital público contribui para a identificação e a eventual recuperação das peças.

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Segundo o MPMG, “trata-se de um avanço significativo no enfrentamento do tráfico de bens culturais e na mobilização, em âmbito nacional e, agora, internacional, pela valorização do patrimônio histórico mineiro. O principal objetivo da iniciativa é criar um repositório de acesso global que funcione como ferramenta para disseminar informações, sensibilizar a sociedade sobre o tráfico de bens culturais e fomentar a cooperação voltada à recuperação do patrimônio cultural do estado.”

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Os responsáveis pelo projeto destacam que “o Google Arts & Culture é uma vitrine digital com acervos de renomados museus e galerias de todo o mundo. Atualmente, congrega coleções de mais de 3.000 instituições, garantindo ao projeto ampla visibilidade e relevância para pesquisa e consulta pública. Reconhecida por suas experiências imersivas, a plataforma oferece recursos que vão da visualização de obras em altíssima definição a visitas virtuais, narrativas interativas e jogos educativos. A inserção da Coleção Sondar de Bens Culturais Desaparecidos nesse espaço não apenas amplia a visibilidade das peças desaparecidas, mas também projeta a causa da preservação do patrimônio mineiro em um cenário internacional.”

A coleção inaugural do Sondar no Google Arts & Culture reúne cerca de 70 itens criteriosamente selecionados. Esse acervo inicial contempla peças desaparecidas, objetos já resgatados e obras que aguardam reconhecimento para serem devolvidas às comunidades de origem, reafirmando o compromisso da iniciativa com a memória, a justiça cultural e a devolução desses bens ao seu território.

Entre os destaques da primeira fase está a história do furto da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, localizada em Ouro Preto. Considerado um dos casos mais emblemáticos e traumáticos de subtração de bens culturais em Minas Gerais, o episódio é retratado em uma exposição virtual. Dessa forma, usuários de todo o mundo podem compreender tanto a relevância histórica e artística da igreja quanto a profundidade da perda sofrida pela comunidade, que conta com bens ainda não resgatados até os dias atuais.

Para enriquecer a experiência, está disponível uma visita virtual à Igreja Nossa Senhora do Pilar, cuja nave e a capela-mor são ricamente decoradas com mais de 400 kg de ouro e 400 kg de prata em pó, colocando-a como uma das igrejas do Brasil que mais possui ouro em sua decoração. Assim, oferece-se ao público uma imersão completa em sua arquitetura e em seu acervo remanescente.

Outro destaque desta fase é a exposição “O Vazio no Altar: Retratos da Ausência”, que resgata as memórias do patrimônio sacro subtraído em Itatiaia, histórico vilarejo de Ouro Branco. A mostra detalha o doloroso furto de 21 peças da Matriz de Santo Antônio, ilustrando o vazio físico e simbólico deixado na comunidade e a importância de reaver esses bens. Os usuários podem conferir essa narrativa e conhecer mais sobre as peças ausentes diretamente na plataforma.

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