Operação Ícaro III combate crime organizado em MG
Foto MPMG
Segundo o MPMG, “a operação ataca desde as lideranças estaduais concentradas em Juiz de Fora até os núcleos de lavagem de dinheiro, gerentes operacionais e “disciplinas” regionais, que são integrantes responsáveis por monitorar o comportamento de membros da facção e até de moradores da comunidade. Esta fase consolida a maior operação já realizada contra esta organização criminosa na cidade de Juiz de Fora, sendo fruto de uma investigação qualificada conduzida pelo Gaeco, que mapeou a hierarquia e o fluxo financeiro do grupo. Com base em provas produzidas na investigação foram apresentadas nove denúncias contra diversos núcleos e células vinculadas ao Comando Vermelho que controlam, ao menos, cinco bairros espalhados nas diversas regiões de Juiz de Fora.”
Ainda de acordo com o Ministério Público, “o cumprimento dos mandados mobiliza um aparato de elite das forças de segurança mineira, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Penal. A Polícia Militar de Minas Gerais empenhou unidades de resposta especial e policiamento especializado.”. Do efetivo de Belo horizonte, participam o Comando de Missões Especiais (com atuação do Bope, Rotam e Choque); a Diretoria de Operações (apoio do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos); e o Comando de Policiamento Especializado (com emprego do Policiamento Ambiental – Gepam e Grupo Tático Rodoviário – GTR).

De Juiz de Fora, as ações são coordenadas pelo 2º BPM, 27º BPM, 47º BPM e a 4ª Cia Ind PE. A força-tarefa conta ainda com cinco promotores de Justiça, 13 agentes do Gaeco de Juiz de Fora, 40 agentes da Polícia Civil (Departamento de Operações Especiais e Delegacia Regional de Juiz de Fora) e 24 agentes da Polícia Penal (Comando de Operações Especiais e setor de Inteligência do Departamento Penitenciário de Minas Gerais – Depen).
O MPMG explicou que o nome “Ícaro” reflete a tese da investigação: a tentativa de voo audacioso da facção para se estabelecer em Minas Gerais culmina agora em sua queda abrupta. A integração entre a investigação qualificada do Ministério Público e a força ostensiva e especializada das polícias reafirma que não há espaço para a consolidação de facções externas em território mineiro.


